domingo, 15 de novembro de 2015

Prevalência de barreiras para a prática de atividade física em adolescentes


Prevalência de barreiras para a prática de atividade física em adolescentes

           O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de barreiras e sua associação com a prática de atividades físicas em adolescentes. O presente estudo, transversal, avaliou uma amostra representativa de escolares do ensino médio da rede pública da cidade de Curitiba-PR, Brasil. Um total de 1.609 escolares (59,7% do gênero feminino) entre 14 e 18 anos de idade reportou, por meio de um questionário, o nível de atividade física e as barreiras para a prática de atividades físicas. Para verificar a associação entre a prevalência de barreiras e a atividade física foi realizada uma análise de regressão logística para cada barreira investigada ajustando para variáveis de confusão (idade e nível socioeconômico). As análises foram realizadas separadamente para meninos e meninas. Apenas 22% dos meninos e 9% das meninas atingiram a atual recomendação para atividade física. Entre as 12 barreiras investigadas, apenas “não ter alguém para levar” não diferiu entre os gêneros. Para todas as outras, a percepção de barreiras foi maior entre as meninas. “Não ter a companhia dos amigos” e “ter preguiça” foram as barreiras mais reportadas pelos meninos e meninas, no entanto a barreira mais fortemente associada com maior prevalência de níveis insuficientes de atividade física foi “preferir fazer outras coisas”. As barreiras percebidas para a prática de atividades físicas foram mais prevalentes entre as meninas e diferiram em grau de importância entre os gêneros.
           Os estudos realizados em crianças e adolescentes têm ganhado especial atenção, principalmente pelo fato de que as principais doenças crônicas não transmissíveis manifestadas durante a idade adulta parecem ter seu início nesses períodos.  Além disso, fatores de risco para tais doenças, como a inatividade física, parecem ser consolidados nesta fase. De fato, a atividade física na adolescência tem sido estudada como um possível predito dos níveis de atividade física na idade adulta. Em um estudo representativo sobre tracking da atividade física, realizado no sul do Brasil em 2003, aqueles que relataram a participação em atividades físicas durante a adolescência apresentaram mais chances de serem ativos na idade adulta. Apesar das evidências apontando os benefícios da atividade física para a saúde física e mental, no Brasil a exposição a baixos níveis de atividade física é elevada e parece atingir 39% a 93,5% dos adolescentes, dependendo do método de avaliação. Uma possível explicação para o baixo nível de atividade física na adolescência é o número de barreiras que dificultam a participação que referem-se a obstáculos percebidos pelo indivíduo que podem reduzir seu engajamento em comportamentos saudáveis.
            A percepção de barreiras para a atividade física inclui tanto fatores internos (características individuais, menor prioridade para a atividade física, e envolvimento com atividades relacionadas à tecnologia) como fatores externos (influência de alguém ou da família, falta de tempo, inacessibilidade e facilidades de custo). Até o presente momento foi encontrado apenas um estudo científico sobre o tema na literatura brasileira. De fato, a maioria das evidências disponíveis sobre a prevalência de barreiras para atividade física na população brasileira é oriunda de estudos realizados com adultos. Com escassas evidências na literatura brasileira e as barreiras sendo fortes determinantes na participação de atividades físicas, é importante a realização de estudos com adolescentes que procurem elucidar quais as principais barreiras e a partir destas informações contribuir com recomendações para o aumento de comportamentos fisicamente ativos na determinada população. Portanto, o objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de barreiras e sua associação com a prática de atividades físicas em uma amostra representativa de adolescentes.




REFERÊNCIAS


SANTOS, Mariana Silva; HINO, Adriano Akira Ferreira; RODRIGUEZ-AÑES, Ciro Romélio: Prevalência de barreiras para a prática de atividade física em adolescentes. Rev. Bras. Epidemial, 2010; 13(1): 94-104.

4 comentários:

  1. A inatividade física é,atualmente considerada um dos maiores problemas de saúde pública e um dos principais fatores de risco para doenças crônico-degenerativas. Através de estudos foi possível detectar algo que já é notável em nossa população jovem. Uma realidade cada dia mais preocupante no tocante à diminuição da prática de atividade física,levando em conta,critérios como idade e nível sócio-econômico. As alegações ou barreiras são diversas e muitas vezes infundadas,como falta de tempo e companhia e,até preguiça,para justificar a falta dessas práticas fundamentais e necessárias à melhora na qualidade de vida.
    Um ponto que merece destaque é que,estudos comprovam que algumas doenças crônicas não transmissíveis detectadas na fase adulta,podem ter sua origem nas fases que vão da infância à adolescência.
    O artigo destaca algumas "barreiras" alegadas pelos investigados,que vão desde fatores internos,como não gostar de atividades física e prioridade no uso de aparelhos e jogos eletrônicos,mas também destacaram a falta de influência de alguém mais próximo,falta de tempo,falta de segurança em locais públicos e os custos para frequentar ambientes privados. Com base nesse estudo, foi possível analisar quais as barreiras e sua relação com a prática de atividades físicas com tais adolescentes,visando criar orientações e parâmetros fisicamente saudáveis para estes adolescentes no intuito de formar uma população adulta mais ativa.

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  2. É fato que as barreiras da atividade física são desafios a ser ultrapassados, e para isso é imprescindível a realização de estudos com adolescentes que procurem esclarecer quais as principais barreiras e a partir destes dados contribuir com recomendações para o aumento de comportamentos fisicamente ativos na determinada população e até mesmo para definir que tipo de contato esses jovens terão futuramente na fase adulta com a atividade física. Desta maneira, os resultados dessa pesquisa são de suma importância para que profissionais de saúde e gestores de políticas de promoção da atividade física possam desenvolver artifícios de intervenção direcionados às barreiras mais frequentes entre os jovens. Nessa pesquisa, por exemplo, as meninas e adolescentes fisicamente inativos relataram mais barreiras do que meninos e adolescentes fisicamente ativos, respectivamente, portanto, é necessário tomar providencias em relação a classe em geral dos adolescentes, mas esses dois grupos, as meninas e adolescentes fisicamente inativos, merecem uma atenção especial para mudar essa realidade de barreiras. Outro fato que ser sempre mantido em alerta é a questão da escassez dessas informações sobre a as barreiras entre os jovens brasileiros, medidas devem ser tomadas para mudar essa ausência de evidências na literatura brasileira, já que barreiras são fortes determinantes na participação de atividades físicas.

    Cairo Hilbert, Leticia Sá, Railson Viana, Sâmya Lethícia, Suyanne Melo. (Grupo: Cancêr e Exercício Físico)

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  3. A prevalência de barreiras para a prática de atividade físisca é perceptível nos dias atuais, como cita o artigo acima, principalmente em relação às meninas. São vários os fatores que inibem a participação das adolescentes na prática da atividade física, alguns estão relacionados à escola, onde algumas meninas não demonstram qualquer vontade em participar, com receio de ficarem suadas e despenteadas por preocupação com sua imagem corporal. Outro fator é a falta de confiança nas suas capacidades e competências, ou o “bullying” que os meninos provocam, por achar as meninas incapazes. Fora da escola, a procura por atividades física tem como barreiras a preocupação dos pais com a segurança dos filhos, às vezes a falta de apoio ou incapacidade dos pais conduzirem os filhos até aos locais de prática de atividade física e constrangimentos econômicos que não permitem, por exemplo, adquirir o equipamento necessário ou pagar as mensalidades associadas aos ginásios/clubes/outras atividades constituem também limitações à prática de atividade física.
    Tendo em conta os benefícios claros da prática de atividade física para a saúde e o fato das atitudes e comportamentos irem se moldando, é relevante que os indivíduos sejam encorajados a gostar e a participar na prática de atividade física desde cedo. É importante serem identificadas e discutidas com os próprios as várias razões que inibem a participação dos adolescentes na atividade física. Aliado a isso, a escola parece constituir o melhor lugar para se intervier e efetuar a mudança. As aulas de educação física incluindo todos os alunos independentemente das suas capacidades, permitindo aos adolescentes a oportunidade de participarem em atividades novas, que não envolvam custos adicionais e para as quais não sejam necessárias competências específicas. Nas aulas de educação física e desporto organizado, os adolescentes podem ser motivados a desenvolver competências de liderança, trabalho em equipe e organização, atitudes positivas em relação à sua imagem corporal e melhoria da performance acadêmica. As meninas tenderão a ficar mais motivadas atendendo aos benefícios da atividade física na saúde, enquanto os rapazes tenderão a apreciar o fato de fazerem parte de uma equipe formada apenas por homens.
    Grupo: Gasto Energético ( Kauane Ribeiro, Décio Costa, Cheslane, Gilvan Andrade , Matheus Dias)

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  4. Vale lembrar que doenças como a Obesidade se dá devido a falta da prática de exercício físico na adolecência, e em muitos casos essa falta da prática se dá devido a má estimulação do jovem. Em muitos casos vemos que o jovem se nega a praticar um esporte devido a falta de estímulo e/ou não ter um acompanhante para realizar tal feito.
    Vale ressaltar também que o jovem se mantém preso, em alguns casos, devido ao bullying sofrido na realização de um esporte, em que muitos vezes é refém de opressores na prática do exercício. Porém de modo contraditório, vemos que em alguns casos a prática de exercício ajuda no desenvolvimento afetivo-social, tanto na adolecência como na fase adulta.
    Como o texto aborda, muitos dos jovens que se tornam ativos ainda na fase da adolecência, se tornam adultos ativos, com uma melhora da saúde mental e do corpo, sem falar no afetivo-social que também tem uma melhora.
    Grupo Parkinson (Filipe Matheus, Allana Ferreira, Alcione de Sá, Daniela Oliveira, Israel Farias)

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